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Julgar pela contracapa, sim ou não?

por Etcetera, em 31.07.14

Sempre ouvi o ditado: 

"Não se julga um livro pela capa"

 

Na sua essência, em que procura alertar-nos para não tirarmos conclusões precipitadas sobre, por exemplo, pessoas antes de as conhecermos, está correctíssimo. No campo literário, a veracidade desta afirmação já não é 100% certa. Existem livros que pela capa podemos logo perceber que mesmo podendo estar muito bem escritos não são o nosso "estilo". O que me intriga mesmo é se ao olharmos para a contracapa podemos "avaliar" um livro. Normalmente, na contracapa ou temos um resumo/introdução da história ou então críticas de jornais. O resumo é sempre útil (desde que não revele demasiado), mas e será que as críticas são fiáveis?

 

 

 

Se reflectirmos sobre o preço dos livros (podem ver a minha opinião aqui) torna-se essencial que a façamos uma aposta "certa" quando compramos. Para isso, eu, tenho em conta, principalmente, opinião de amigos que já leram ou então, como recurso, o que vem na contracapa. (Atençao que já apanhei algumas barras quando uso exclusivamente o 2ºmétodo). O principal problema é que muitas vezes não façamos a mais pálida ideia da "fonte" daqueles comentários tão lisonjeiros. Tipicamente: "o melhor romance do ano!", "escrita perfeita aliada a enredo de tirar o fôlego!", "livro imperdível!", etc.. Com estas afirmações seria logo de por no cesto, pagar e agarrarmo-nos às páginas sem parar, só que na maior parte das vezes isto é "tanga". Como fazemos agora? Qual escolhemos?

 

Altura de por em prática outra dica da sabedoria popular:

 

"Quem não arrisca não petisca"

 

Eu guio-me pelo instinto. E vocês o que fazem face a este problema? A contracapa pode servir para julgar ou é só para enganar?

 

Até já.

 

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2 comentários

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De Sundays a 06.08.2014 às 18:57

Sinceramente não dou grande valor às críticas que aparecem na contracapa. Por uma razão muito simples: as editoras, quando lançam um livro, enviam-no para as redacções dos mais variados jornais e revistas para que os mesmos publiquem, nem que seja uma curta, com a tal referência positiva ao livro. Por sua vez, são essas referências que as editoras aproveitam para colocar nas contracapas. E tenho a certeza que nem sempre as redacções fazem uma análise aprofundada do livro antes de publicarem a dita referência no jornal, o que não significa que não haja excepções...

Eu prefiro valorizar a opinião de determinados amigos e o resumo da história :)
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De Etcetera a 06.08.2014 às 21:16

Sim, essas frases são publicitárias. Certamente, em muitos dos casos não reflectem o verdadeiro "valor do livro". O resumo permite ter uma ideia geral do que se passará e se tal nos irá interessar. Por outro lado, os amigos (que nos conhecem) são mesmo uns óptimos conselheiros porque já sabem qual o nosso gosto. O problema é se se deixam levar e levantam demasiado o véu.

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Sei escrever, mas ainda não sei programar. Aguardem que isto ainda vai ficar "catita"


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